
O Estádio Nacional 11 de Novembro, em Luanda, continua a ser um marco da infraestrutura desportiva angolana e um dos maiores investimentos do continente africano. Inaugurado em 2010, por ocasião do Campeonato Africano das Nações (CAN), a arena custou cerca de 226,8 milhões de dólares aos cofres públicos, posicionando-se entre os estádios mais caros do mundo construídos na última década.
Com capacidade para acolher entre 48 e 50 mil espectadores, o estádio tornou-se palco de grandes momentos da Seleção Nacional de Futebol, além de receber jogos de clubes de Luanda como o 1.º de Agosto e o Petro de Luanda. A infraestrutura também é usada para concertos e eventos nacionais, consolidando-se como um espaço polivalente de grande valor simbólico e estratégico.
Quando comparado ao cenário europeu, o peso financeiro do 11 de Novembro é ainda mais evidente. Em Portugal, os três maiores clubes construíram novos estádios no início dos anos 2000: o Estádio da Luz (SL Benfica), por 162 milhões de euros; o Estádio do Dragão (FC Porto), por 125 milhões de euros; e o Estádio José Alvalade (Sporting CP), por 184 milhões de euros. No total, os três somam 471 milhões de euros, cerca de 504 milhões de dólares.
Isso significa que, sozinho, o estádio de Luanda custou quase metade do que representou o investimento conjunto das três maiores arenas portuguesas — um contraste que reforça tanto a grandiosidade da obra como o impacto orçamental que representou para Angola.
Mais de uma década após a sua inauguração, o Estádio 11 de Novembro permanece como símbolo de ambição e modernidade, mas também continua a levantar debates sobre prioridades nacionais, tendo em conta os desafios sociais e económicos que o país enfrenta.



