
O jornal Na Mira do Crime condenou a expulsão de um dos seus jornalistas de uma conferência de imprensa da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), realizada na manhã de segunda-feira, em Luanda. Segundo o órgão, o profissional encontrava-se devidamente identificado e no exercício das suas funções, à semelhança de outros jornalistas presentes, quando foi chamado pelo porta-voz do DIIP, Intendente Quintino Ferreira, e informado de que existiam “pendentes” institucionais que deveriam ser resolvidas antes da normalização das relações.
De acordo com o relato, a situação estaria relacionada com uma publicação sobre o desaparecimento de uma motorizada numa esquadra em Cacuaco, divulgada por uma página com denominação semelhante à do jornal, mas atribuída a um ex-funcionário. Apesar de lhe ter sido inicialmente solicitado que deixasse o contacto telefónico, o jornalista acabou por receber ordens para abandonar o local, sendo escoltado até ao portão de saída e impedido de participar na conferência de imprensa.
A direcção do Na Mira do Crime considera a atitude arbitrária e discriminatória, entendendo que a exclusão configura uma violação da liberdade de imprensa e do direito de acesso às fontes. O jornal exige tratamento igual para todos os órgãos de comunicação social e apela ao respeito pela Constituição da República de Angola e pela Lei de Imprensa, que proíbem a censura prévia e garantem o direito de informar, de se informar e de ser informado.



